domingo, 2 de junho de 2013

Seleção Brasileira e Maracanã têm reencontro hoje diante da seleção inglesa

A seleção brasileira pode ser considerada uma obra monumental. Assim como o Maracanã. Ambos têm currículo invejável, colecionam títulos importantes e viveram momentos ímpares na história do futebol. Mas a realidade atual mostra que os dois precisam de retoques. A prova disso é o amistoso deste domingo, às 16 horas, contra a Inglaterra, no Rio de Janeiro.
 
De uma maneira geral, o Maracanã está lindo. Mas basta uma volta por ele para reparar que falta muita coisa para ficar 100% pronto. O entorno deixa evidente que o estádio ainda está em obras. Por dentro do complexo, falta muito acabamento. Por mais que sejam detalhes, são fundamentais. Fios soltos, muita poeira, acessos provisórios, andaimes, falta de sinalização nos pisos, pintura...

Na minha área técnica está espetacular, tudo normalmente funcionando. Principalmente o gramado. Ninguém pode dizer que pode atrapalhar em alguma coisa. Está muito bom. Nós só temos elogios às pessoas que trabalharam na nossa área, porque é dela que podemos dizer alguma coisa – desconversou Felipão, ao ser questionado sobre a situação do estádio.

Sobre a seleção brasileira, o técnico não pode desconversar. É evidente que, assim como o estádio, a beleza está apenas no macro, não nos detalhes. Um dos mais talentosos do mundo, o time verde e amarelo não tem padrão. A pouco menos de um ano da Copa do Mundo e às vésperas da Copa das Confederações, a equipe ainda não é uma certeza. Está em constante formação.

Tem de jogar bem. Jogando bem, muitas vezes não vence. Mas na maioria das vezes, você consegue ganhar quando joga bem. E algumas vezes, não jogando bem, um primor, também ganha. Precisamos ter um balanço. Já temos quase uma estrutura de time, e agora é ver como vamos nos comportar. Não só neste amistoso, mas na Copa das Confederações – analisou o técnico brasileiro.

O desafio contra a Inglaterra é o primeiro com o grupo que vai disputar a competição. O segundo será contra a França, dia 9, em Porto Alegre. Depois disso, já vem o torneio. A seleção brasileira faz o primeiro jogo no dia 15, contra o Japão, em Brasília. Dia 19, com o México, joga em Fortaleza. E no dia 22, em Salvador, encerra a primeira fase contra a Itália.

Deu na televisão?

Na preparação para o amistoso contra os ingleses, Luiz Felipe Scolari teve quatro dias para treinar a equipe. Nos dois primeiros, na Urca, optou por aprimorar a parte física e técnica dos jogadores. Depois, na Gávea, fez um coletivo no qual mostrou a que diz ser a provável equipe titular.

Já no último sábado, véspera da partida, Felipão fechou a parte mais importante do treinamento. Liberou a entrada da imprensa apenas nos 15 minutos finais, enquanto os jogadores faziam um recreativo. De qualquer maneira, o técnico da Seleção deu a entender em sua coletiva que escalará o primeiro time do coletivo.

Meu treino passa ao vivo em televisões. Se a televisão mostrou com comentários de jogadas, o fulano pelo lado direito e tal, provavelmente eu vá colocar aquele mesmo time. Até para não perder o efeito do televisionamento – brincou o treinador, quando questionado sobre a equipe titular.

A brincadeira, talvez, tenha sido para despistar. Nas entrelinhas, o comandante da seleção brasileira deu a entender que, caso faça mudanças, elas podem ser na lateral esquerda e no meio de campo. Assim, Lucas poderia sair para entrada de Hulk, e Marcelo daria lugar a Filipe Luís.

Hodgson dá conselho a Felipão

Agora na condição de visitante (em fevereiro, a Inglaterra recebeu o Brasil em Londres, na estreia de Felipão, e venceu por 2 a 1), o técnico Roy Hodgson sabe que o resultado, a não ser que seja catastrófico, irá interferir pouco nos planos para o segundo semestre.

Segundo colocado no Grupo H das eliminatórias, com dois pontos a menos que Montenegro, sua equipe precisa reagir em importantes duelos a partir de setembro para garantir um retorno ao Brasil daqui a um ano. Caso contrário, dependerá ainda de uma repescagem em novembro, um mês antes do sorteio da Copa.

A seleção brasileira já está classificada por sediar o torneio, mas Hodgson tem feito o dever de casa. Ele tem consciência de que Felipão sofrerá pressão por todas as partes, especialmente se o futebol apresentado pela Seleção não melhorar até a Copa das Confederações. Perguntado se teria algum comentário sobre o momento dos brasileiros, ele deu até alguns conselhos para o colega de profissão e também para o coordenador-técnico Carlos Alberto Parreira.

Se serve de consolo, entre 1994 e 1996 a Inglaterra foi massacrada enquanto se preparava para jogar a Eurocopa em casa. E só foi eliminada na semifinal numa disputa de pênaltis. Em 1998, o Aimé Jacquet sofreu muito no comando da seleção francesa. Diziam que ele não era bom, que os jogadores não prestavam. E ele foi lá e ganhou – lembrou, referindo-se ao Mundial conquistado pela França exatamente sobre o Brasil.

Destaques no triunfo de fevereiro, o atacante Wayne Rooney e o meia Frank Lampard estão confirmados no time titular. Os desfalques, porém, são muitos: os atacantes Welbeck, Carroll e Sturridge, além do lateral-direito Walker e do meio-campista Cleverley. Já os meias Gerrard e Wilshere, também titulares na ocasião, sequer foram convocados.

Diante de tantos problemas, Hodgson preferiu não confirmar o time à imprensa, e até mesmo fechou parte da atividade no Maracanã. A tendência é que o meia James Milner receba uma chance, deixando Rooney, Walcott e Chamberlain na frente.

FICHA TÉCNICA
Brasil
Julio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo (Filipe Luís); Fernando, Paulinho e Oscar; Lucas (Hulk), Neymar e Fred.
Técnico: Felipão.
Inglaterra
Hart, Johnson, Cahill, Jagielka e Ashley Cole; Carrick, Milner e Lampard; Walcott, Rooney e Oxlade-Chamberlain.
Técnico: Roy Hodgson.
Data: 02/06/2013 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)

FONTE: Globoesporte.com

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